

Margarida Ucha:
"Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim."
Álvaro de Campos
Nunca me formei, nunca serei, nunca amei, nada serei...
Saudade de mim !? Como? Se Nunca fui nada, nunca serei nada, se nunca me lembrei de mim...
DMiguel
Dói tanto que nem ser por onde começar...
Dói-me como se da minha alma se tratasse, como se as minhas mãos transmitissem para aqui a dor da minha alma...
Aqui esta mais um delírio de um ser, um objecto sem significado ou definição, que um dia fez da sua perfeição o seu absurdo. E nunca se cansa de repetir de reescrever que “não é nada, nunca foi nada, nunca será nada”... Mas que conserva em si o desejo de um dia vir a ser algo diferente de um ser, de um objecto desta vez com significado...
Podia ter sonhado, delirado, elouquecido...
Apenas desenhei a caneta branca sobre papel branco, sonhei em branco, pensei em branco, usei o branco e fiquei branco.
Podia não ter pensado, não ter falado, não ter contado...
Podia ter apenas visto, ter ouvido...
Mas falei demasiado, quase elouqueci, mas percebi e voltei...